sábado, 14 de janeiro de 2012

BBB 12

Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço...A décima segunda (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil,... encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência. Dizem que em Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros... todos, na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE... Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB. Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas. Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo. Eu gostaria de perguntar, se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade. Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis? São esses nossos exemplos de heróis? Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros: profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados.. Heróis, são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia. Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna. Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada, meses atrás pela própria Rede Globo. O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral. E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!! Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão. Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social: moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros? (Poderiam ser feitas mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!) Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores. Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema..., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir. Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construída nossa sociedade. -- - --

"Que Deus nos dê a sabedoria para descobrir o correto, à vontade para elegê-lo e a força para fazer que seja duradouro".

sábado, 19 de novembro de 2011

Entenda a crise da Grécia e suas possíveis consequências

A Grécia tem enfrentado dificuldades para refinanciar suas dívidas e despertado preocupação entre investidores de todo o mundo sobre sua situação econômica. Mesmo com seguidos pacotes de ajuste e ajuda financeira externa, o futuro da Grécia ainda é incerto.

O país tem hoje uma dívida equivalente a cerca de 142% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, a maior relação entre os países da zona do euro. O volume de dívida supera, em muito, o limite de 60% do PIB estabelecido pelo pacto de estabilidade assinado pelo país para fazer parte do euro.

A Grécia gastou bem mais do que podia na última década, pedindo empréstimos pesados e deixando sua economia refém da crescente dívida. Nesse período, os gastos públicos foram às alturas, e os salários do funcionalismo praticamente dobraram.

Enquanto os cofres públicos eram esvaziados pelos gastos, a receita era afetada pela evasão de impostos – deixando o país totalmente vulnerável quando o mundo foi afetado pela crise de crédito de 2008.

O montante da dívida deixou investidores relutantes em emprestar mais dinheiro ao país. Hoje, eles exigem juros bem mais altos para novos empréstimos que refinanciem sua dívida.

Em abril de 2010, após intensa pressão externa, o governo grego aceitou um primeiro pacote de ajuda dos países europeus e do Fundo Monetário Internacional (FMI), de 110 bilhões de euros ao longo de três anos.

Em contrapartida, o governo grego aprova um plano de austeridade fiscal que inclui alta no imposto de valor agregado (IVA), um aumento de 10% nos impostos de combustíveis, álcool e tabaco, além de uma redução de salários no setor público, o que sofre forte rejeição da população.

Apesar da ajuda, a Grécia segue com problemas. Em meados de 2011, foi aprovado um segundo pacote de ajuda, de cerca de 109 bilhões de euros, em recursos da União Europeia, do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do setor privado. A contribuição do setor privado foi estimada em 37 bilhões de euros. Um programa de recompra de dívidas deve somar outros 12,6 bilhões de euros vindos do setor privado, chegando a cerca de 50 bilhões de euros.

Em outubro, ainda com o país à beira do colapso financeiro, os líderes da zona do euro alcançaram um acordo com os bancos credores, que reduz em 50% a dívida da Grécia, eliminando o último obstáculo para um ambicioso plano de resposta à crise. Com o plano, a dívida grega terá um alívio de 100 bilhões de euros após a aceitação, pela maior parte dos bancos, de uma redução superior a 50% do valor dos títulos da dívida.

No mesmo mês, o país enfrentou violentos protestos nas ruas. A população se revoltou contra um novo plano de cortes, previdência e mais impostos, demissões de funcionários públicos e redução de salários no setor privado, pré-requisito estabelecido pela União Europeia e pelo FMI para liberar uma nova parcela do plano de resgate, de 8 bilhões de euros.

Muitos servidores públicos acreditam que a crise foi criada por forças externas, como especuladores internacionais e banqueiros da Europa central. Os dois maiores sindicatos do país classificaram as medidas de austeridade como “antipopulares” e “bárbaras”.

Em 1º de novembro, o primeiro-ministro da Grécia, George Papandreou, provocou novas turbulências nos mercados e na zona do euro ao anunciar que convocaria um referendo sobre o novo pacote de ajuda da União Europeia, perguntando aos eleitores se querem adotá-lo ou não.

A expectativa do premiê era que o plebiscito “validasse” as medidas de austeridade necessárias para receber a ajuda financeira. Uma pesquisa, no entanto, mostrou que aproximadamente 60% dos gregos enxergam a cúpula dos líderes europeus, que acertaram um novo pacote de ajuda de 130 bilhões de euros, como negativa ou provavelmente negativa.

A convocação de plebiscito enfrentou rejeição da oposição e dos membros do próprio partido de Papandreou. Com isso, o governo ficou enfraquecido, e a oposição já pede eleições antecipadas e a formação de um governo de transição para garantir a aprovação do plano.

Os líderes das duas maiores economias da zona do euro, a alemã Angela Merkel e o francês Nicolas Sarkozy, pressionam o governo grego e condicionam a ajuda à adoção das medidas de austeridade.

Nesta sexta-feira (4), a Grécia desistiu de realizar o referendo, que poderia levar a zona do euro a uma crise pior, informou, em comunicado, o ministro das Finanças Evangelos Venizelos.

No capítulo mais recente do imbróglio grego, o Parlamento do país aprovou nesta sexta-feira (4), por 153 votos a 145, a moção de confiança ao abalado governo do primeiro-ministro George Papandreou.

Antes do resultado, no entanto, Papandreou já havia afirmado que buscaria formar um governo de coalizão para apoiar o plano de resgate acordado com a Europa e o Fundo Monetário Internacional (FMI), o que pode significar sua saída do cargo. Falando ao Parlamento antes da votação, Papandreou afirmou não se importar com a posição.

“Eu peço por um governo de cooperação. A última coisa com que me importo é o cargo. Não me importo se nunca mais for eleito”, afirmou. “Vou encontrar com o presidente (Carolos Papulias) amanhã e explicar a ele que vou conversar com todos os partidos para formar um governo de ampla cooperação”.

Como membro da zona do euro, a Grécia enfrenta pressão dos demais membros para colocar suas contas em ordem e evitar a declaração de moratória – o que significaria deixar de pagar os juros das dívidas ou pressionar os credores a aceitar pagamentos menores e perdoar parte da dívida.

No caso da Grécia, isso traria enormes dificuldades. As taxas de juros pagas pelos governos da zona do euro têm sido mantidas baixas ante a presunção de que a UE e o Banco Central Europeu proveriam assistência a países da região, justamente para evitar calotes.

Uma moratória grega, além de estimular países como Irlanda e Portugal a fazerem o mesmo, significaria um aumento de custos para empréstimos tomados pelos países menores da UE, sendo que alguns deles já sofrem para manter seus pagamentos em dia.

Se Irlanda e Portugal seguissem o caminho do calote, os bancos que lhes emprestaram dinheiro seriam afetados, o que elevaria a demanda por fundos do Banco Central Europeu.

Um calote grego pode fazer com que investidores questionem se a Irlanda e Portugal não seguirão o mesmo caminho. O problema real diz respeito ao que acontecerá com a Espanha, que só tem conseguido obter dinheiro no mercado a custos crescentes.

A economia espanhola equivale à soma das economias grega, irlandesa e portuguesa. Seria muito mais difícil para a UE estruturar, caso seja necessário, um pacote de resgate para um país dessa dimensão.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Vida Moderna - Uma piada mesmo!

Dizem que todos os dias você deve comer uma maçã por causa do ferro.


E uma banana pelo potássio.

E também uma laranja pela vitamina C.

Uma xícara de chá verde sem açúcar para prevenir a diabetes.

Todos os dias deve-se tomar ao menos dois litros de água.

E depois uriná-los, o que consome o dobro do tempo.

Todos os dias deve-se tomar um Yakult pelos lactobacilos (que ninguém sabe bem o que é, mas que aos bilhões, ajudam a digestão).

Cada dia uma Aspirina, previne infarto.

Uma taça de vinho tinto também.

Uma de vinho branco estabiliza o sistema nervoso.

Um copo de cerveja, para... não lembro bem para o que, mas faz bem.

O benefício adicional é que se você tomar tudo isso ao mesmo tempo e tiver um derrame, nem vai perceber.........

Todos os dias deve-se comer fibra.

Muita, muitíssima fibra.

Fibra suficiente para fazer um pulôver.

Você deve fazer entre quatro e seis refeições leves diariamente.

E nunca se esqueça de mastigar pelo menos cem vezes cada garfada.

Só para comer, serão cerca de cinco horas do dia. UFA !!!

E não esqueça de escovar os dentes depois de comer.

Ou seja, você tem que escovar os dentes depois da maçã, da banana, da laranja, das seis refeições e enquanto tiver dentes, passar fio dental, massagear a gengiva, escovar a língua e bochechar com Plax.

Melhor, inclusive, ampliar o banheiro e aproveitar para colocar um equipamento de som, porque entre a água, a fibra e os dentes, você vai passar ali várias horas por dia. CAGANDO NÉ !!!

Há que se dormir oito horas por noite e trabalhar outras oito por dia, mais as cinco comendo são vinte e uma.

Sobram três, desde que você não pegue trânsito. TÁ DIFICILLLLL.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Dicas de Economia

Dicas de economia dadas por um contador que cuida de números o dia todo!

Contas e mais contas. Como é fácil gastar dinheiro. Afora despesas básicas como luz, telefone, aluguel, temos que cuidar da aparência, da saúde, da cabeça, e, claro, do lazer, porque ninguém é de ferro. Mas é preciso saber gastar. Se exageramos o salário vai embora antes de terminar o mês e a possibilidade de construir uma poupança fica cada vez mais longe. O que fazer?


Calma! Ao invés de sair correndo atrás de empréstimos milagrosos que deixam você endividado, procure soluções ao seu alcance. Não precisa ser expert em finanças. Um pouco de organização e pesquisa pode ajudar - e muito - a viver melhor com o que você ganha e pensar no futuro.


VEJA AQUI 8 DICAS PARA ADMINISTRAR O ORÇAMENTO

O primeiro passo - Traçar objetivos - O grande segredo para fazer render o dinheiro e gastar melhor é ter objetivos. "A pessoa deve decidir o que quer para sua vida a curto, médio e longo prazo e se organizar para alcanças as metas. Não adianta usufruir hoje e deixar faltar lá na frente".

Segundo passo - Colocando em prática - Depois de traçar seus objetivos, destine uma parte do seu salário a eles. Assim que receber, pegue determinada quantia e separe. Guarde, de preferência, onde possa render. É aí que vem a segunda parte do planejamento.

Terceiro passo - Os limites - Trace limites para seus gastos. Uma boa dica é fazer um planejamento semanal de quanto você pode dispor. Por exemplo, se sobraram 1000 reais do seu salário, divida por quatro e você tem o dinheiro que deveria usar a cada sete dias. Aí entra o malabarismo. No começo pode ser difícil, mas com determinação dá certo.

Sempre há um jeito de amenizar as cifras. Quando as dicas estiverem no sangue, você pode partir para uma outra empreitada: ficar rico! Eu ainda estou muito longe disso, mas pelo menos já sei controlar os gastos.
 
Boa sorte a todos.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

EU AVISEI QUE IRIA ACONTECER

Amigos, eu avisei que iria acontecer. Avisei a todos que investissem em ouro e imóveis. Quem resolveu investir em ações...

Notícia fresquinha:

Especialistas preveem rebaixamentos em cadeia para países


Após os Estados Unidos verem sua classificação de risco reduzida, outras nações devem ter problemas com suas dívidas e seguir o mesmo caminho.
 
Quando os Estados Unidos espirram, o resto do mundo fica resfriado. É com este ditado que o Standard Bank abre a discussão sobre um possível rebaixamento em cadeia da nota de risco de diversos países. Três dias depois de a agência de risco Standard & Poor´s ter reduzido a classificação dos Estados Unidos, as bolsas do mundo inteiro desabaram na última segunda-feira, e as preocupações não se limitam à economia norte-americana. Na opinião dos economistas, é possível que outros países também vejam suas notas reduzidas nos próximos meses.
 
“Esperamos outros rebaixamentos na zona euro,” diz o Standard Bank. O banco sul-africano não acredita que a Inglaterra perderá o status de AAA, mas afirma que outras agências – além da Standard & Poor´s - devem rebaixar não apenas os EUA, mas também outras nações. “Ainda que leve um ano ou mais, isso vai acontecer,” afirmam os economistas do banco.


No mesmo sentido, a a Black Rock afirma em seu relatório sobre rebaixamento dos títulos dos EUA estar “preparada” para novos revisões de classificações de muitos outros emissores de títulos nas próximas semanas. Os cortes devem atingir não só países, na visão da maior gestora global de fundos de investimento, mas também companhias privadas ou estatais que emitem papéis derivados dos títulos norte-americanos.

Para o diretor do escritório brasileiro de um banco europeu de investimentos que prefere não se identificar, a expectativa é que a Standard & Poor´s analise novamente os países da zona do euro nas próximas semanas. “Depois de rebaixar o rating soberano dos Estados Unidos, o mais coerente é que a agência reavalie a nota de países que se encontram em situação muito pior que a americana, como Portugal e Espanha. Se a Standard & Poor´s se omitir agora, poderá ser acusada de ter rebaixado os EUA apenas por birra ou para conseguir atenção da mídia”, afirma o executivo.

Alexandre Chaia, professor de Finanças do Insper, concorda que um rebaixamento em cadeia é “muito possível”. Mas ele discorda que as agências reduzam as classificações de outros países apenas para manter uma coerência após o ocorrido com os Estados Unidos. Na opinião dele, os cortes de notas de Espanha e Itália, por exemplo, devem acontecer pois os países vão dar motivos para serem rebaixados.


Na minha opinião, as bolsas vão cair ainda mais!

sábado, 30 de julho de 2011

Cambio do dólar

O mercado de câmbio doméstico mantém o dólar comercial acima de R$ 1,56, em seu segundo dia de alta após o anúncio das medidas do governo.


A nova medida provisória aumenta os poderes do governo regular as operações com dólar no mercado futuro –onde as operações financeiras são liquidadas com diferenças de semanas ou meses– e que tem enorme influência para a formação dos preços no mercado à vista. Também aumenta a taxação de IOF incidente sobre os negócios com a moeda.

Às 13h33 (hora de Brasília), o dólar comercial é negociado por R$ 1,565, em um acréscimo de 0,51%. A taxa de risco-país marca 150 pontos, número 1,96% abaixo da pontuação anterior.

O Banco Central já realizou seu primeiro leilão para compra de dólares, por volta das 12h (hora de Brasília), e aceitou ofertas de R$ 1,566. A autoridade monetária não informa imediatamente o montante adquirido nessas operações –na semana passada, esses leilões movimentaram entre US$ 150 milhões e US$ 250 milhões por dia.

No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa paulista, sobe 1,11%, aos 58.937 pontos. O giro financeiro é de R$ 2,69 bilhões. Nos EUA, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, avança 0,42%.

Segundo analistas, após um “susto” inicial com o teor das medidas, o mercado de câmbio ainda qual deve ser o impacto real sobre as operações. Para muitos, ficou claro que o governo aumentou seu poder de intervenção sobre algumas das operações financeiras mais sofisticadas desse segmento.

Também há dúvidas sobre como os órgãos do governo deve por em prática a nova medida provisória. O próprio Ministério da Fazenda já avisou que somente vai passar cobrar a nova tributação a partir de outubro, após reuniões com integrantes do setor financeiro.

Mas a maior fonte de apreensão de investidores e analistas continua a ser externa: o impasse entre republicanos e democratas para elevar o teto da dívida federal americana ainda mexe com os nervos dos agentes financeiros, à medida em que o prazo final (2 de agosto) se aproxima.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Viram que a taxa básica de juros aumentou? Sabia que ia acontecer isso!

O aumento de 0,25% na taxa básica de juros (a Selic), de 12% para 12,25% ao ano, foi criticada por indústria, comércio e trabalhadores.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, diz que a medida afeta as contas públicas e a competitividade da indústria nacional.

"Eu gostaria de saber por que os juros ainda subiram. Para prejudicar ainda mais as contas públicas, comprometendo com serviços da dívida um valor equivalente a três vezes o orçamento da saúde? Para atrair ao Brasil ainda mais capital especulativo estrangeiro, sobrevalorizar o real e roubar a competitividade do produto brasileiro? Para esfriar ainda mais a economia, que já dá sinais claros de desaceleração?", disse Skaf em nota distribuída à imprensa.

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio) qualificou o aumento dos juros como "equívoco". "O Copom se equivocou mais uma vez ao aumentar a taxa de juros. A ação do BC pode ser considerada uma ação exageradamente conservadora. O IPCA de maio cresceu 0,47% enquanto no mês anterior a taxa era de 0,77%. Há uma clara tendência de desaceleração econômica, com o PIB crescendo muito provavelmente abaixo de 4%, dentro da capacidade produtiva do país", registra nota oficial da entidade.

A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) também "lamentou" a decisão do Copom. "O excesso de cautela poderá causar um descompasso ainda maior entre a oferta e a demanda interna, hoje a principal razão pela qual a inflação já ultrapassa o teto da meta, de 6,5%. A nossa posição é que se poderia ter mantido a Selic como estava, em 12%, uma vez que os efeitos dos juros altos já se mostraram eficientes sobre a desaceleração da demanda", diz o economista e presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Junior.

"O próximo passo para as indústrias que deixaram de vender e agora reduzem turnos de produção é demitir parte da força de trabalho, e isso é algo que a sociedade precisa avaliar se é o mais sensato a se fazer neste momento", diz.

A Força Sindical distribuiu nota assinada pelo seu presidente, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, em que a decisão do Copom é apontada como prejudicial para a geração de emprego e para a renda dos trabalhadores.

"Esta quarta alta seguida da taxa Selic apenas neste ano, aumenta ainda mais o gasto público brasileiro, consumindo bilhões de reais que poderiam ser investidos em áreas prioritárias, como educação, saúde e infraestrutura. Como o governo quer combater a pobreza se ele se curva ao capital especulativo, prejudicando o setor produtivo, gerador de emprego e renda? O aumento é desnecessário, visto que o cenário econômico está mais favorável, com sinais evidentes de controle inflacionário."